Não é autoelogio. Até porque eu não curto muito as palavras que começam por “auto”, pra início de conversa automóvel.
Mas estava mexendo em meus alfarrábios e encontrei uma canção que compus para o grupo de humor Língua de Trapo, nos anos 80, cujo temática era exatamente a mesma que discutimos nos dias atuais: os transportes urbanos.
Falo do samba de breque “Circular 46”, que fiz em parceria com Guca Domenico, meu colega de faculdade de Jornalismo.
A música já menciona, de modo satírico e obviamente exagerado, o martírio que era andar de busão em São Paulo. E da violência já muito presente no trânsito paulistano.
Bicicleta, naquele contexto de 30 anos atrás, nem pensar.
Se “Circular 46” continua atual é você quem vai, depois de ouvi-la, me dizer.
Mas, se ela continuar valendo hoje, podemos supor que, por nada ter sido feito para melhorar, o quadro agravou-se e beira o caótico.
Por essas e por outras, nunca foi tão essencial que essa sua bicicleta empoeirada na garagem de casa ganhe as ruas da cidade.
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