Tirei um mês de férias do pedal.
Não por vontade própria.
Na verdade tive uma contusão nas costas e a minha região lombar ficou de dar dó.
Nada a ver com a prática do ciclismo, mas com a prática de carregar malas pesadas em viagens de fim de ano.
Peguei uma de jeito e, babau, coluna.
Depois de um mês de sessões de fisioterapia, seguidas de alongamentos infindáveis, estreei na minha bicicleta no feriado de 25 de janeiro, em São Paulo.
E qual não foi a minha surpresa ao ver o que se sucedera na Ciclofaixa.
O trecho em que costumo pedalar – do Parque Villa Lobos ao Parque do Povo – estava absolutamente caótico.
Pequim, em horário de pico, estava bem mais organizado que aquela barafunda ciclística.
Sem cones, sem orientadores nos semáforos, ciclistas iam e vinham pela contramão, em total desonrientação.
Depois de pedalar por alguns minutos vi um orientador. Ele me informou que a previsão era de que tudo voltaria à normalidade por volta do meio- dia.
Eram 11 da manhã.
60 minutos a mais naquela confusão poderia ter provocado muito problema, melhor nem falar.
- É o evento aí, o World Bike Tour - disse o orientador, com uma cara assustada.
O ciclista ao meu lado completou ironicamente:
- É, esses caras mandam na cidade.
Mandam mesmo?